REMOVE SILENCE - Stupid Human Atrocity (Prog Rock é pouco para descrever tamanha complexidade e originalidade! Com Edu Cominato (Jeff Scott Soto), Hugo Mariutti e Fábio Ribeiro (ex Shaman)
AURAS - New Generation (Grande revelação do AOR/Melodic Rock brasileiro. Um dos melhores do estilo em anos!)
Divulgadas as bandas que farão parte da próxima e última (será?) edição do FIREFEST que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de Outubro de 2014, em Nottingham na Inglaterra. O famoso festival de AOR / Hard & Melodic Rock chega ao seu fim após anos fazendo a alegria dos fãs do estilo que poucas chances têm de ver suas bandas favoritas ao vivo.
O fim do festival já havia sido anunciado aqui um tempo atrás e inclusive na entrevista que fiz com o criador do evento, Kieran Dargan (confira entrevista aqui), já era possível notar esta possibilidade devido as grandes dificuldades mencionadas por ele.
Particularmente, acho o conjunto de bandas da edição que ocorreu este ano (reviewaqui) mais impactante e de maior qualidade do que as da edição do ano que vem.
O FIREFEST 2014 foi batizado de “The Final Fling”, uma gíria que significa algo como “A curtição final”. As bandas que destaco no evento são o H.E.A.T., THE POODLES, SHY, BROTHER FIRETRIBE, CONEY HATCH e AUTOGRAPH e como atrações de peso entendo que serão o FIREHOUSE, DANGER DANGER, PRETTY MAIDS e TEN.
Sobre DANGER DANGER e TEN, importantes informações abaixo.
DANGER DANGER REUNIRÁ FORMAÇÃO ORIGINAL NO FIREFEST 2014
Pela primeira vez em 21 anos o DANGER DANGER irá reunir os membros originais (se até lá ninguém desisitir) Ted Poley, Andy Timmons, Bruno Ravel, Steve West e Kasey Smith para celebrar o aniversário de 25 anos da banda durante sua apresentação como atração principal no FIREFEST 2014.
Tempos atrás quando entrevistei o baixista Bruno Ravel (confira aqui), conversamos sobre algo especial para comemorar os 25 anos da banda e inclusive sugeri a ele que gravassem um DVD, mas, segundo Bruno, a banda não é muito a favor da ideia. De qualquer maneira, será uma noite especial para quem puder conferir.
Eis aí uma bela notícia para os fãs do TEN no Brasil. O próprio empresário da banda fez o anúncio na página oficial do facebook: “Os preparativos a cerca da performance estão na fase de planejamento agora, mas eu posso confirmar que, estando tudo certo, a banda pretende usar esta oportunidade para filmar seu primeiro DVD ao vivo”.
Boa notícia, já que dificilmente veremos esses caras tocando aqui no Brasil, infelizmente.
O TEN possui uma bela discografia e talvez não tenha o reconhecimento que merece. A banda já esteve por aqui na página quando entrevistei o vocalista Gary Hughes e vale a pena conferir se você ainda não conhece.
O PRETTY MAIDS anunciou em sua página no Facebook que irá lançar um álbum com músicas regravadas que foram originalmente lançadas entre 1995 e 2006. A banda diz que está regravando as músicas com os músicos e produtor atuais para dar um toque diferente nelas. O álbum leva o nome de "Louder Than Ever" e tambem contará com músicas novas e um DVD bônus.
Sinceramente, eu gostaria de ouvir regravações das músicas dos anos 80 que não têm a qualidade de gravação de hoje e regravar algo tão recente soa estranho. Vamos esperar para conferir.
Tenho certeza que muitos fãs brasileiros esperavam há muito tempo ver uma entrevista com o TEN por aqui. Seu vocalista e líder Gary Hughes é um excelente compositor e sempre soube combinar peso e melodia em suas composições, fazendo do TEN uma banda com sonoridade única, soando ora mais hard/aor, ora mais metal. Gary Hughes foi muito simpático e proporcionou uma entrevista com bastante detalhes, na qual comentamos algumas faixas do último álbum da banda, "Heresy and Creed", lançado no ano passado, entre outros assuntos. Espero que gostem! (Denis Freitas)
ENTREVISTA
"Heresy and Creed",
lançado no ano passado, é um álbum bastante consistente.
Ficou satisfeitocom os resultados erepercussão?
Sim, eufiquei realmentesatisfeito
com “Heresy and Creed”, nós trabalhamosmuitoduro
para produziro melhor álbum possível eeu acho queele mostrano
resultado final. Seu antecessor'Stormwarning' também
foiumdisco com o qual fiquei
feliz, masH &Ctem maisuma
sensação de banda. A bandatornou-seuma verdadeira e sólida unidade quandosaímos
em turnêem 2011e acho que issoaparece no álbum.Dan deixou sua marca pessoal emtodas as faixas, mas a banda toda tocoubrilhantementeeestão
bemorgulhosos de suascontribuições.O álbum tambémrecebeu algumasexcelentes críticasda imprensada músicae, como resultado, estamos agora recebendo propostas para tocar emgrandes
festivaisna Europa e vamos gravar
umDVDao vivopara lançamentoem 2014.Então, sim,o futuro parece bom.
Em Heresy and Creed, a faixa
"Gunrunning" tem ótimos riffs de guitarra, quem a escreveu?
“Gunrunning” é uma favorita particular da banda e nós adoramos tocá-la ao vivo,
tem alguns grandes riffs como você justamente salientou. Na verdade, é a
segunda música quando tocamos ao vivo, a que abre é "Arabian
Knights". A música foi escrita por mim, assim como foram todas as faixas
de "Heresy and Creed".
"Gunrunning" vídeo oficial
As guitarras no álbum soam ótimas! Você
realmente tem a capacidade de encontrar grandes guitarristas. Quanto Dan
Mitchell contribuiu para as músicas? Ele é muito habilidoso e criativo. Como
ele se tornou um membro da banda?
Sim, eu concordo, Dan é um guitarrista técnico fantástico, que primeiramente me
chamou a atenção quando eu gravei sua banda (Dime Store) uns anos atrás. Eu o
guardei em mente e quando surgiu a oportunidade para uma vaga no TEN, ele foi
convidado para fazer um teste junto com uma série de outros candidatos. Dan foi
de longe o mais completo de todos os candidatos e você pode ouvir os resultados
de suas contribuições em "Heresy and Creed".
Vocês tocam “Raven’s Eye”ao vivo? Deve serum
pouco difícildevido aosback
vocalse trabalho de violão,
por outro lado, devesoar grandiosa em
um show ...
Sim, tocamos '"Raven's Eye" ao vivono
ano passado, quando tocamos emMadrid,Espanha.Os caras que estão na
banda são mais do quecapazes de
reproduzirqualquer música do álbum ao vivo.Nós somosum
grupo deseis,incluindoduas guitarrase teclados, então não éum problema fazer todas as várias partesnecessárias para
executaras faixasao vivo.No passadoeutambém
contribuí tocando guitarraao vivo(elétrica e acústica), então
conseguimos cobrir todas as bases quando tocamos.
"Insatiable" é outra faixa que também tem um grande trabalho de guitarras. No pré-refrão elas soam como "IRON MAIDEN" – bem heavy metal
britânico, você concorda?
Sim,
“Insatiable” realmente detona no álbum e eu fico feliz por ser comparado a uma grande banda britânica de rock como IRON MAIDEN. Eu acho inevitável que bandas
do mesmo país compartilhem estilos e atitudes semelhantes ao escrever e
realizar seu material.
"Another Rainy Day" é muito
bonita, tem um refrão bem marcante. Os teclados são o destaque na música, principalmente antes do solo de
guitarra, foi ideia de Darrel?
Sim, é uma música da qual fiquei muito
orgulhoso e nós já a tocamos ao vivo no ano passado na Espanha. O solo de
teclado antes da guitarra é tudo ideia de Darrel e funcionou muito bem no
contexto da música. Darrel, sem dúvida, é o melhor tecladista que já tivemos no
TEN e faixas como esta mostram realmente do que ele é capaz.
"Another Rainy Day"
Diferentemente da
maioria dos artistas, que começam com uma banda e, em seguida, seguem em
carreira solo, você começou sua carreira como artista solo. Além disso, seu primeiro álbum foi lançado
pelo selo Polygram na Alemanha / Noruega, como isso tudo aconteceu?
Foi apenas a maneira que funcionou para mim. O empresário que eu tinha naquela
época queria me promover como um artista solo e foi ele quem fez os negócios
com a Alemanha e a Noruega. Eu estava feliz com isso, mas eu precisava me
apresentar ao vivo e para isso precisava de uma banda, que era algo muito mais
confortável para mim. Quando fui gravar o que viria a ser o primeiro disco do TEN,
eu ainda era um artista solo. Foi somente quando a gravação progrediu e Vinny
Burns e Greg Morgan (ex-DARE) vieram a bordo, que se tornou óbvio que
precisávamos de uma identidade de banda e assim o TEN foi formado. Eu sempre
fiz os discos solo como GARY HUGHES em paralelo, pois me dá a oportunidade de lançar
o material que não é adequado para a banda. Basicamente, eu estou escrevendo o
tempo todo e nem tudo é relacionado ao TEN.
Apesar de todas as mudanças de guitarristas na
banda, você ainda consegue manter o estilo de guitarra semelhante nos álbuns. Isso
é porque você é o compositor? Como você escreve? Que instrumentos você toca?
Sim, eu faço todas as composições, então obviamente o meu estilo e ideias vão
sair na composição final da canção, não importa quem esteja tocando guitarra. Eu sou um guitarrista e, naturalmente, escrevo a maioria das músicas na
guitarra, embora eu possa tocar teclado e bateria.
Ao longo dos anos, o TEN tornou-se cada vez
mais "orquestrado", se comparado com o material mais antigo, que
soava mais Hard Rock / AOR. Foi por isso que Vinny Burns deixou a banda?
Não, isso é um
equívoco comum sobre o início do TEN. Na verdade eu pendia para as composições
mais pesadas e quando Vinny estava na banda ele pendia mais para o AOR, mas ele
tocava bem os dois estilos. Eu não diria que estamos mais orquestrados agora do
que eramos em álbuns anteriores. Nós apenas tentamos manter as coisas frescas
com novas ideias e sons, mas eu acho que a forma básica que abordamos a gravação
é o mesma de sempre. Vinny saiu para seguir sua própria carreira solo, mas
recentemente nós estivemos em conversa e quem sabe podemos até acabar
trabalhando juntos novamente em algum momento no futuro.
Quais são as suas bandas favoritas?
Eu cresci ouvindo todas as bandas clássicas dos anos 70 e 80, por exemplo, DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN, RAINBOW, WHITESNAKE, PINK FLOYD, THIN LIZZY, THE EAGLES, a lista não termina. Tenho gostos muito ecléticos e aprecio todos os estilos, basicamente, se é bom é bom.
Por que o TEN ainda não se apresentou no Brasil? Você recebe mensagens de fãs do Brasil? Já tiveram alguma proposta para tocar aqui? Quais bandas você conhece do Brasil?
Boa pergunta. Nós absolutamente adoraríamos tocar no Brasil, mas nunca nos foi oferecida a oportunidade, mas se houver promotores interessados, nós ficaríamos mais do que felizes em falar com eles. Quanto às bandas brasileiras, bem, obviamente tem o SEPULTURA, mas nós realmente não conseguimos ouvir muitas das suas bandas aqui no Reino Unido. É algo que eu vou ter que melhorar e conferir a cena rock de vocês. Nos perguntam de todas as partes do globo, incluindo o Brasil, quando e se podemos tocar. Como eu disse antes, se houver oportunidade, estaremos lá como um tiro.
Onde você mora? O que você gosta de fazer no seu tempo livre? Você é um grande fã de filmes e livros? Suas letras passam essa impressão ...
Eu vivo no Reino Unido em uma cidade costeira chamada Blackpool. Quando eu tenho tempo livre eu gosto de ir ver jogar o meu time de futebol favorito Manchester United, em Old Trafford. Eu também passo o maior tempo possível com os meus dois filhos Scott e Hayley. Sim, eu sou um grande fã de filmes, Sci-Fi e livros e eu tenho bastante inspiração neles, mas eu também consigo ideias de muitas outras fontes. Por exemplo, a ideia para a faixa 'Raven's Eye' surgiu para mim quando eu estava andando e passei a observar um corvo em um parque local. Olhando em seus olhos fixos frios me fez pensar como seria o mundo do ponto de vista de um corvo.
Conforme já anunciado dias atrás por Tony Harnell (ex-TNT), os trabalhos para um novo álbum do WESTWORLD já tiveram início. Bruno Ravel (DANGER DANGER) me confirmou ontem que o álbum deverá sair no primeiro semestre de 2014, durante a primavera nos EUA, via Frontiers Records.
O WESTWORLD foi formado em 1998 por Harnell e o guitarrista Mark Reale (RIOT), que faleceu no ano passado. A banda lançou três álbuns de estúdio: "Westworld" (1999), "Skin" (2000) e "Cyberdreams" (2002), além do ao vivo "Live in the Flesh" (2001).
Quem gosta do trabalho de Tony no TNT com certeza deverá gostar do WW. Tudo leva a crer que o álbum soará bem melódico segundo o próprio Ravel deu a entender e por ser da Frontiers. Particularmente, gosto bastante do primeiro da banda e acho que vem coisa boa por aí. Abaixo, para matar a saudades, um pouco do som dos caras.
O líder da banda britânica TEN, Gary Hughes, falou exclusivamente para o BRAZIL ROCK MELODY, em uma entrevista bem legal, na qual falamos sobre o último CD da banda, "Heresy and Creed", lançado no ano passado. Gary também comentou sobre o atual bom momento da banda e outros assuntos interessantes sobre sua carreira. Não percam!