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AOR, Hard Rock, Melodic rock

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domingo, 19 de janeiro de 2014

ROCKIN' INTERVIEWS - LEO MANCINI



É ótimo poder começar o ROCKIN' INTERVIEWS de 2014 com um músico brasileiro. E estamos falando de um grande profissional da música: Léo Mancini. Nascido em uma família de músicos, Léo atua como guitarrista e compositor, além de cantar, lecionar e produzir, inclusive jingles e trilhas para empresas. 
Léo integra grandes bandas no cenário nacional como TEMPESTT, SHAMAN e NOTURNALL, além de frequentemente acompanhar músicos internacionais como Billy Sheehan (MR.BIG / THE WINERY DOGS) e Jeff Scott Soto (W.E.T.). Mesmo bastante ocupado com tantas atividades, Léo foi gentil o suficiente para falar com exclusividade para o BRM. (Denis Freitas)

ENTREVISTA

Fala Léo, tudo bem? É um prazer tê-lo no BRAZIL ROCK MELODY. Para começar, uma curiosidade. Você costuma ler (livro ou online) sobre música/rock? Se sim, o que exatamente?

Oi irmão! Tudo bem! Agradeço o convite para a entrevista. Nestes últimos anos não estou lendo sobre música. Costumava ler as revistas especializadas em guitarra. Também porque era colunista de uma delas. Antigamente lia livros de harmonia, solfejo, ditado rítmico, etc. Hoje em dia costumo pesquisar na internet o que tenho curiosidade. 


Você, além de músico, produz, leciona e trabalha com jingles. Quanto de guitarrista ainda existe em você? Você é daqueles que tenta sempre ser mais técnico e evoluir ou hoje o tempo não permite?

Este é um dos meus maiores conflitos. Tenho paixão por tudo: tocar, produzir, cantar, gravar, mixar, masterizar, estudar, fazer shows de metal, shows com meu projeto solo, eventos corporativos, etc. Estudo guitarra para manter a técnica e de tempos em tempos estudo para agregar novas sonoridades a minha forma de tocar. Sempre há evolução! Por fazer muitas coisas na música, sempre há aprendizado musical. Por exemplo: eu sou muito perfeccionista para fazer uma mixagem. Então, ao vivo, sei muito bem as frequências que precisam ser equalizadas. E, quando o técnico não vai bem, tomo seu posto e realizo a passagem. E, além disso, sei me colocar musicalmente em qualquer situação. Presto muita atenção em como soa a banda e regulo meu volume (instrumento, voz ou backing) para o beneficio do todo. Como canto e faço backing, posso compor e executar voz principal e coros dos artistas ou trilhas musicais. Tudo o que eu faço me aperfeiçoa no geral... Graças a Deus!!! Ainda assim, estou me organizando para largar algum projeto e arrumar  mais tempo para estudar mais guitarra! 

Ainda sobre a guitarra, você não acha que no mundo do rock perdemos um pouco do feeling de guitarristas como Eddie Van Halen ou Angus Young para os extremamente técnicos e rápidos? Você não acha que estes guitarristas antigos davam um toque mais popular e atraíam mais público para o estilo?

Acho que os meus heróis agradam pouco a nova geração. E voce citou exatamente o que eu ouvia quando era moleque! Graças a Deus ouvi esses caras porque, ainda hoje, os considero incríveis. Hoje, com o boom da Internet, temos influência de gênios da guitarra que dominam a técnica no instrumento e a sensibilidade para fazer música e os guitarristas anti-musicais!!! Tipo circo de solei, técnica absurda, composição fraca e interpretação inexistente. Venho sentindo na pele que os amantes do metal curtem algo com mais feeling e interpretação sensível. Maaaas...Toque 200 notas em um segundo e pronto!!! Voce passou no teste... (risos) Na verdade acho que música é algo que tem que despertar emoções. Curto música! E, em momentos, acho a técnica e velocidade imprescindíveis para criar um clima de tirar o fôlego. Mas tudo, para mim, tem que ter dinâmica. Forte, fraco, leve, pesado, etc... Veja bem, isso é o que gosto. Não é uma verdade universal. Tem gente que tem sensações ouvindo muitas notas por segundo. E gente que fica feliz ouvindo funk do Rio!!! Desculpa, não aguentei. Acho que os guitarristas que tinham sucesso em minha época, em sua maioria, eram muito mais musicais do que os de hoje. Hoje em dia existem muitos guitarristas incríveis mas, na mesma proporção, os ruins. Agora é de cada um escolhe-los como influência. 

Seu CD solo “Acoustic Hits” traz bastante música pop. Você acha que faltam bandas hoje em dia que façam a mistura de pop com  rock / hard rock como QUEEN e DEF LEPPARD faziam? Em menor grau, o próprio TALISMAN do Jeff Scott Soto fazia um pouco disso com algo de soul e funk. Teríamos regredido e ficado mais radicais no rock?

Essas bandas existem!! Escutei bandas atuais geniais com esse perfil. Mas, infelizmente, não estão fazendo sucesso por aqui. Na Europa tem maior aceitação mas, mesmo assim, não tem a mesma projeção e, por isso, não tem o mesmo investimento por parte das gravadoras.

Você tem trabalhado com grandes nomes internacionais do rock. Quais foram os mais importantes para você e porquê? Algum te decepcionou de alguma forma?

Trabalhei e continuo trabalhando. De forma indireta com Jeff Scott Soto, fiz duas tours com Tim "Ripper" Owens (ex-JUDAS PRIEST) pelo Brasil, 3 shows com Steve Augeri (ex-JOURNEY), participei de 2 shows do Kip Winger (WINGER). Jeff é um dos melhores performers que já vi! Incrível a energia que esse cara tem no palco! Musical ao extremo! Participei dos 2 últimos CDS dele. Eu e Edu Cominato (TEMPESTT) compusemos algumas músicas e Jeff criava linhas vocais matadoras!!! 

Tim Ripper tem uma tora vocal. Podia estar doente, cansado, o que for. Sua voz sempre sai incrível! Como todo ser humano e por estar em tour, às vezes tinha seus maus momentos. Mas isso é totalmente compreensível e discutido fora do palco. Grande pessoa e um profissional absurdo!

Kip Winger: mestre!!! Um dos músicos mais incríveis que conheci. Pra quem não sabe, ele estudou regência e escreve composições para orquestra. Além disso, ele tem carreira solo com composições incríveis. Fazer um som com esse cara foi uma das minhas melhores recompensas como músico. Voltando de Porto Alegre, depois de um show, a gente estava falando sobre composição e música comercial para fazer sucesso.
Eu disse que, com o TEMPESTT, estávamos compondo músicas muito trabalhadas, mas talvez, pouco comerciais porque gostamos de criar varias partes, melodias diversas, etc. Disse que fomos convencidos a mexer em algumas partes para que fique mais comercial. E ele me disse: "Cara, você estudou música arduamente e tem anos de experiência. Você tem um compromisso com a música e cada vez mais tem que deixar o seu melhor para que os outros escutem. Algo que você acredita!"
O que posso falar? MESTRE! Sempre faço o que componho com o coração! Isso foi a confirmação que estou no caminho certo.

Léo e B.J. com Steve Augeri no Brasil 

Como estão as gravações para o novo CD do TEMPESTT? O que podemos esperar em termos de sonoridade? Tim Ripper Owens fará participação no álbum, como foi a gravação com ele?

Estamos mixando o novo cd. A essência e personalidade que estabelecemos ao longo dos anos se uniram à maturidade musical. O cd está demais!! Pra gente está demais, esperamos que curtam!! A participação de Tim Ripper Owens é na música "Closing Fist". Nela ele divide vocal com B.J. Nós enviamos o playback da música e ele enviou as vozes. Ele foi muito generoso! Além de 3 pistas de voz principal, ele ainda gravou outras 5 com muitos backings!!! Ele é um monstro!!! A música está incrível! 

TEMPESTT
Você também está gravando para o novo álbum de Jeff Scott Soto. Você já recebe a música pronta ou você mesmo está compondo?

Eu componho com o Edu Cominato. Mandamos as músicas e Jeff cria as melodias e letras. Depois ele as reenvia para a nossa aprovação ou para opinar em alguma parte.

Quais são os planos no futuro próximo? Muito obrigado e sinta-se a vontade para deixar sua mensagem.

Agora, com a banda NOTURNALL, estamos organizando o lançamento do CD e ensaiando para a tour. Além disso, estamos discutindo o roteiro do clipe do próximo single da banda. Estou terminando o segundo CD do meu projeto “Acoustic Hits” com versões acústicas de grandes hits internacionais. Ainda com esse projeto, farei 4 apresentações pela rádio Alpha FM em São Paulo. Curtam minha fan page no facebook e saibam todos os detalhes sobre esses e outros shows. Aos amigos do site BRAZIL ROCK MELODY agradeço muito o convite e parabenizo pelo lindo trabalho em prol da música. Foi um grande prazer participar! Um abraço e que tenham um ano iluminado! Valeu!!! 

sábado, 3 de agosto de 2013

ROCKIN' INTERVIEWS - B.J. (Jeff Scott Soto/Tempestt)



Encerrando a série de entrevistas Brazillian Rockers, com músicos brasileiros que estão se destacando no cenário nacional e internacional, trazemos o músico B.J., hoje tecladista/guitarrista e também fazendo com muita competência os back vocals da banda de JEFF SCOTT SOTO, além de vocalista da banda brasileira TEMPESTT. 
B.J. falou sobre a recente tour com Jeff, o novo cd do TEMPESTT, além de seus planos para gravar um álbum de AOR.   Espero que gostem! (Denis Freitas)

ENTREVISTA

Como foi a turnê pela Europa com o JEFF SCOTT SOTO? Quais foram os momentos mais marcantes?

Foi sensacional! Essa foi a maior que fizemos até agora, foram 23 shows em quase 40 dias, foi uma experiência muito gratificante. Tivemos muitos momentos marcantes, mas pra mim particularmente um dos mais especiais foi no Hell AOR festival na Inglaterra quando o Kip Winger me chamou para cantar com ele a música "Down Incognito", que eu gravei em meu CD acústico. Ele gostou muito da minha versão e me disse que seria muito legal se a fizéssemos juntos, e aconteceu! Foi realmente inesquecível ter cantado com ele no festival. Já havíamos cantado juntos outras vezes, mas essa foi especial. Na sequência, logo apos ter cantado com o Kip, fui surpreendido com Danny Vaughn do TYKETTO vir falar comigo sobre a jam com o Kip e, claro que dei meu cd pra ele também, pois inclusive ele é um dos homenageados em meu “Acoustic Heroes”. E claro que estar com Jeff Scott Soto no palco é sempre marcante, aprendo muito a cada show, ele, além de um ídolo, é um grande amigo e sem dúvida um dos maiores cantores do Rock mundial e pra mim é um privilégio estar em sua banda.


B.J. com Kip Winger
Antes da tour na Europa, vocês fizeram uma mini tour no Brasil ainda com os espanhóis Fernando Mainer e Jorge Salan na banda. Como foram os shows? Vocês pareciam estar bem entrosados...

Essa é a banda oficial desde 2009, quando o Jeff mudou o line up no fim de 2008. Com certeza ele foi muito feliz nas escolhas, nos entrosamos de cara logo no primeiro ensaio.... Desde então somos a banda oficial e a última tour realizada aqui no Brasil foram 8 shows em Setembro de 2012, como sempre com os shows lotados! Jeff é muito popular aqui e tendo 2 brasileiros na banda sempre é especial para o público no Brasil.

Ainda sobre a mini-tour no Brasil... Tive a oportunidade de ver um dos shows no interior de São Paulo e ainda percebo alguns problemas na organização e estrutura das casas, mesmo que as coisas tenham melhorado ao longo do tempo. Qual sua opinião? E como é a situação das casas de shows na Europa?

Esse é um assunto bem delicado... Como você disse, as coisas melhoraram um pouco, mas ainda falta muito!! Falta os promotores locais entenderem as necessidades do artista, respeitar os riders de som e luz, camarim, etc. Esse lado profissional ainda está muito lento por aqui, mas claro que não estou generalizando, em muitos lugares tudo isso foi respeitado de forma perfeita, mas em outros surpreendentemente não chegaram nem perto, e isso faz diferença! Na Europa é bem diferente. Lá, os caras respeitam tudo isso e muito mais, o respeito com o artista vem em primeiro lugar, sempre foi assim em todas as minhas tours por lá, com Jeff e com o TEMPESTT.

Você também gravou o DVD “One Night in Madrid” com o Jeff. Já havia passado por sua cabeça que um dia iria gravar um DVD com um cantor como Jeff Scott Soto? Ficou bastante nervoso no dia da gravação?

Boa pergunta! É uma coisa doida isso, às vezes olho pra trás e vejo que conquistei muita coisa! Só tenho a agradecer a Deus por tudo isso! Esse DVD é um dos meus maiores orgulhos na vida, o show foi impecável! A vibe, o som, o público, tudo! A banda já estava muito entrosada porque o Jeff pensou em marcar o show de Madrid no final da tour, justamente para que a banda estivesse bem solta e segura para a gravação E claro que o friozinho na barriga sempre existe, principalmente por ser o meu primeiro DVD ao vivo com o Jeff, foi fantástico!

DVD One Night in Madrid - "Eyes of Love"

Com o Jeff você tem a oportunidade de cantar, tocar teclado e guitarra. Não dá para dizer que ele não é generoso, certo?

Não tenho do que reclamar (risos)! Ele é muito generoso sim e ele pensa diferente, gosta de explorar os talentos que tem em sua banda. Ele mesmo diz: “Adoro mostrar para o público que em minha banda todos tocam e cantam”, ele pensa que só tem a ganhar mostrando que sua banda é muito boa musicalmente. Só tenho a agradecer a ele por isso! Mas sempre que faço isso, ele me fala que eu mereço muito! Isso só me motiva e vejo que todos os dias em que apostei na minha carreira valeram a pena!

Qual é sua situação atual com a banda? Você é membro permanente?

Sou membro permanente sim, juntamente com Edu Cominato, Jorge Salan e Fernando Mainer desde 2009. 


Perguntei para o Edu, em entrevista recente, o porquê do cd do TEMPESTT soar mais metal melódico e prog, sendo que vocês faziam covers de bandas mais hard rock e aor. Ele me explicou e eu até disse a ele que fiquei um pouco decepcionado quando lançaram o cd, pois eu esperava algo mais hard ou melodic rock. Você inclusive fez seu cd acústico cantando músicas de grandes bandas hard / aor. Você nunca pensou em fazer a música do TEMPESTT de outra forma? E, se não fizer com o TEMPESTT, pretende ainda fazer algo nessa linha?

Velho, já ouvi bastante isso, mas o que faz o TEMPESTT ser diferente é exatamente isso... Mas sim, com certeza gostaria de gravar um CD de AOR Melodic Rock em minha carreira e esse projeto já está em andamento. Em 2011 fui cotado e fiz audições pra entrar em uma banda de AOR que acho que você conhece, o GOTTHARD, recebi até um abraço e os parabéns do Leo Leoni, que me disse que eu cheguei muuuuuito perto, mas não rolou. Agora estamos trabalhando duro no CD novo do TEMPESTT, no qual decidimos fazer toda a pré-produção novamente, por isso está demorando tanto!! (risos) O detalhe é que o CD já estava gravado.



Como nasceu a ideia de gravar o álbum “Acoustic Heroes” ?

Surgiu de um desejo de homenagear os meus heróis, simples assim! E também sabia que o público que acompanha minha carreira adoraria me ouvir fazendo isso, pois já fiz um projeto desses um tempo atrás tocando juntamente com meu parceiro de TEMPESTT, Leo Mancini, e era muito divertido. 

Esse CD já rendeu elogios de pelo menos uns 4 dos meus heróis homenageados, o que já me faz ter certeza que gravarei outro com certeza! Fui um pouco egoísta na escolha do repertório, mas isso funcionou, pois acabei escolhendo músicas que o público não esperava. Tentei fugir um pouco dos ¨hits¨ e acho que ficou legal.



Você pode contar brevemente como começou na música? Ser músico, principalmente de rock, no Brasil é muito difícil. Você já pensou alguma vez em desistir?


Cara, resumindo bastante, comecei a tocar profissionalmente com 17 anos em uma banda chamada THE PILLS, que inclusive teve um cd em gravadora grande e clipe na MTV. Depois também toquei em várias bandas do cenário paulistano como “SKYSCRAPER”, “HENCEFORTH”, até chegar no TEMPESTT, que é a banda que eu formei juntamente com Edu Cominato, Leo Mancini e Paulo Soza e que estou até hoje, juntamente com a JSS band. Se pensei em desistir... Já pensei em desistir sim! No nosso país, a música não é cultura, mas sim só entretenimento, por isso falta espaço, principalmente no rock. A tv e o rádio estão banalizados, sem o menor senso e a grande massa se rende a isso. Não consigo acreditar, por exemplo, que a Fernanda Takai é uma das cantoras de rock mais respeitadas no país... Isso não pode ser sério!! Mas acontece por aqui... É duro tentar fazer música de qualidade e a mídia não dar a mínima. Triste a situação atual do Rock e do Heavy Metal no Brasil. Quem sabe agora com essas manifestações, as coisas melhorem um pouco pra cultura nesse país.

Quais são os planos para 2013 e 2014?

Como já disse, estamos em uma nova pré-produção do CD novo do TEMPESTT, mas está indo bem rápido, estamos mudando algumas coisas, trabalhando bastante, mas já com tudo bem encaminhado. Esperamos lançar agora no segundo semestre. Já temos inclusive shows marcados, um deles no Sul em um grande festival no fim do ano juntamente com Tim Ripper Owens, que posso adiantar que estará no novo cd do TEMPESTT cantando comigo em uma das faixas. Em 2014 o Jeff fará 30 anos de carreira, então os fãs terão um show especial, podem ter certeza! Eu gostaria também de gravar o segundo “Acoustic Heroes” ainda este ano ou no começo de 2014. E claro, o projeto de AOR com certeza está sendo estudado com muito carinho, isso é um dos meus objetivos também em 2014. Grande abraço!! Keep on Rockin!